Esposa de Moraes revela detalhes do contrato com o …

A advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, voltou ao centro do debate político após divulgar uma nota detalhando o contrato firmado entre seu escritório e o Banco Master. O acordo milionário, que já vinha sendo discutido nos bastidores desde o ano passado, ganhou novos contornos após a divulgação das explicações sobre os serviços prestados ao banco.
De acordo com o comunicado oficial, o escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados foi contratado para prestar consultoria jurídica ao banco entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025. Durante esse período, uma equipe de cerca de 15 advogados atuou em diferentes frentes jurídicas relacionadas à instituição financeira.
Segundo a nota, o trabalho envolveu principalmente consultoria regulatória, elaboração de pareceres e análise de questões legais ligadas ao funcionamento do banco. Ao todo, foram realizadas 94 reuniões de trabalho com representantes da instituição financeira, sendo a maioria delas presencial na sede do banco.
Além disso, os advogados teriam produzido 36 pareceres jurídicos abordando temas variados, como contratos, regras do mercado financeiro, proteção de dados, crédito e questões previdenciárias. O escritório também afirma ter participado da revisão de políticas internas do banco, incluindo programas de compliance, códigos de ética e diretrizes para prevenção à lavagem de dinheiro.
Outro ponto destacado na explicação é que o escritório também auxiliou na elaboração de manuais de governança corporativa e na estruturação do departamento de compliance da instituição, além de realizar treinamentos e análises estratégicas para a diretoria do banco. Parte da equipe jurídica ainda teria acompanhado investigações e processos administrativos que poderiam impactar a instituição ou seus dirigentes.
Viviane Barci ressaltou ainda que o escritório nunca atuou em causas do Banco Master dentro do Supremo Tribunal Federal. A afirmação busca afastar suspeitas de conflito de interesses envolvendo o fato de seu marido ocupar uma cadeira na Corte.
O contrato entre o escritório e o banco teria valor total estimado em cerca de R$ 129 milhões, com previsão de pagamentos mensais ao longo de vários anos. Entretanto, os pagamentos foram interrompidos após a liquidação da instituição financeira pelo Banco Central.
A revelação do acordo gerou críticas de setores da oposição e de analistas políticos, que questionam se poderia haver algum tipo de conflito de interesses envolvendo o ministro do STF. Por outro lado, aliados e juristas afirmam que não há ilegalidade na atuação profissional de familiares de magistrados, desde que não haja interferência direta em processos sob julgamento.
O episódio continua repercutindo nos bastidores de Brasília e pode gerar novos debates no Congresso Nacional sobre transparência, ética e possíveis conflitos de interesse envolvendo autoridades públicas e seus familiares. Enquanto isso, o caso segue sendo acompanhado por juristas, parlamentares e pela opinião pública.





