Conselheiro de Trump declara que só vai parar quando Moraes for preso e faz nova afirmação …

Um dos principais conselheiros de Donald Trump voltou a chamar atenção ao se pronunciar sobre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Em declarações recentes, ele afirmou que não pretende “desistir até ver Moraes ser preso”, intensificando o tom contra o magistrado brasileiro, a quem acusa de abusos de autoridade em decisões envolvendo liberdade de expressão e investigações sobre desinformação.
A fala repercutiu rapidamente entre apoiadores e críticos, especialmente pelo fato de vir de um aliado próximo do ex-presidente norte-americano, conhecido por sua retórica dura e polêmica em relação a figuras de poder. Segundo ele, Moraes estaria agindo de maneira “incompatível com os princípios democráticos”, motivo pelo qual defende medidas mais severas.
Embora não tenha detalhado quais seriam essas medidas, o conselheiro destacou que continuará mobilizando esforços políticos e jurídicos internacionais para pressionar as autoridades brasileiras. Ele disse acreditar que a comunidade global precisa estar atenta ao que classificou como “excessos e perseguições” dentro da Justiça do Brasil.
Do lado oposto, juristas e especialistas em direito constitucional reagiram prontamente, lembrando que o ministro Alexandre de Moraes é um integrante da mais alta Corte do país e que qualquer tentativa de criminalizar sua atuação seria uma afronta à soberania e à independência do Poder Judiciário brasileiro.
Para analistas políticos, a fala deve ser interpretada no contexto da polarização mundial, em que figuras ligadas a Trump costumam adotar discursos fortes para mobilizar apoiadores e criar impacto na opinião pública. Ainda assim, a declaração gerou desconforto diplomático, já que envolve diretamente um ministro de um tribunal constitucional estrangeiro.
No Brasil, parlamentares de diferentes partidos se manifestaram. Alguns aliados da oposição aproveitaram para reforçar críticas a Moraes, enquanto setores governistas repudiaram a declaração, afirmando que ela representa uma “ingerência inaceitável nos assuntos internos” do país.
A polêmica deve se estender nos próximos dias, uma vez que o conselheiro prometeu não recuar em sua posição. Enquanto isso, Moraes segue à frente de processos relevantes, como investigações sobre ataques às instituições democráticas e a disseminação de notícias falsas em redes sociais, temas que continuam a gerar debates acalorados dentro e fora do Brasil.





