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Motta reage à decisão de Gilmar sobre impeachment e anuncia novo posicionamento

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, criticou duramente a recente decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que alterou o rito para abertura de processos de impeachment contra ministros da própria Corte. Para Motta, a medida reflete um momento de forte polarização política no país e pode gerar desequilíbrio entre os poderes.

A decisão de Gilmar determinou que apenas a Procuradoria-Geral da República (PGR) poderá apresentar pedidos de impeachment contra ministros do STF, retirando da população a possibilidade de protocolar essas solicitações. A medida também aumentou o quórum necessário no Senado para autorizar o processo, o que, na visão de críticos, dificulta ainda mais a possibilidade de responsabilização de membros da Corte.

Hugo Motta afirmou que a mudança simboliza um período de radicalização institucional, no qual decisões judiciais acabam interferindo diretamente nas atribuições do Legislativo. Para ele, o atual cenário exige cautela e diálogo para evitar um agravamento da tensão entre os poderes.

Apesar das críticas firmes, Motta destacou que não pretende adotar posturas extremas. Segundo ele, o caminho mais sensato é buscar uma solução negociada entre STF, Senado e Câmara, para restabelecer a harmonia institucional. O presidente da Câmara reforçou que transformar o embate em um conflito permanente só fragilizaria ainda mais as bases democráticas do país.

A decisão de Gilmar Mendes e a reação de Hugo Motta reacenderam o debate sobre os limites e competências entre Legislativo, Judiciário e Ministério Público. O assunto deve permanecer no centro das atenções nos próximos dias, enquanto líderes políticos avaliam estratégias para lidar com o novo cenário jurídico e institucional.

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